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Acidentes de Trânsitos

A SRA. BRUNA FURLAN (PSDB-SP. Pronunciamento encaminhado pela oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nesta oportunidade, quero chamar a atenção para o expressivo aumento do número de acidentes com motocicletas no Estado de São Paulo, problema que vem se agravando de forma muito preocupante nos últimos anos.

A imprudência, o excesso de velocidade e a própria violência generalizada do trânsito são apontados como as principais causas do maior número de acidentes e de mortes envolvendo motoqueiros.

Quero chamar a atenção, das autoridades principalmente, para a gravidade da situação que tem ceifado muitas vidas, além de sobrecarregar o sistema de saúde com internações cada vez mais longas e dispendiosas.

Levantamento realizado pela Secretaria da Saúde de São Paulo revela números assustadores, comparáveis aos de uma pequena guerra civil. De acordo com aquele órgão, morrem cerca de 5 motociclistas por dia no Estado, sendo que, em 2011, foram internados diariamente mais de 50 vítimas de acidentes com motos.

O estudo mostrou que, em 2009, morreram 1.479 motociclistas no Estado, número que subiu para 1.721 mortes em 2011, numa progressão assustadora que exige providência imediata por parte das autoridades.

Outro dado revelador indica que, em 2011, foram gastos R$27 milhões com as internações de motociclistas acidentados, valor 76% maior do que os R$15 milhões gastos em 2008. Só na Grande São Paulo, o número de internações cresceu quase 50%, passando de 7.299, em 2008, para 10.674, em 2011.

Não resta dúvida de que estamos diante de uma situação catastrófica que reflete a crescente complexidade do trânsito e a falta de educação dos motoristas.

De modo geral, o aumento da frota de veículos produziu enormes congestionamentos nas vias públicas do País, sobretudo nas cidades maiores, com o crescimento exponencial de problemas relacionados ao trânsito.

Em muitos casos, quando ocorrem imprevistos, como acidentes ou chuvas fortes, o trânsito de veículos fica virtualmente parado. Nos momentos de pico, os motoristas podem gastar horas para chegar as suas casas ou ao trabalho. No caso dos motociclistas, a situação é muito mais grave, porque os acidentes costumam levar à morte ou a graves traumatismos de lenta e difícil recuperação.

O fato é que as autoridades responsáveis pela política e pelo controle do trânsito no Brasil e no Estado de São Paulo precisam tomar novas medidas para educar e fiscalizar os motociclistas, cujo número de acidentes e mortes está alarmando a população. Não podemos esquecer que, na maioria dos casos, as vítimas são jovens, que estão perdendo a vida num trânsito violento e irracional.

Precisamos todos trabalhar juntos para mudar essa situação cada vez mais cruel e desumana.

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