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Aniversário de Carapicuíba

Senhor Presidente,

Senhoras e Senhores Deputados,

Mais do que uma efeméride política, um evento protocolar, a comemoração do aniversário de uma cidade homenageia os pioneiros que a construíram, os filhos que a amam, os imigrantes que a adotam como berço. É, pois, com o sentimento da admiração e do respeito que assinalo os 46 anos da emancipação política do Município de Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, transcorridos no dia 26 de março.

Assim, junto-me aos cerca de 400 mil habitantes que nele vivem e trabalham, conscientes de que ao outrora distrito de Barueri reservava-se um importante papel na luta em favor do desenvolvimento econômico, da justiça social e da cidadania plena a que todos têm direito. Nesse longo processo, coube à população abrir os próprios caminhos, construir o futuro que desejava, com o brilho da inteligência e a força do trabalho, em nome de dias melhores para as gerações vindouras.

Na centenária história de Carapicuíba inspirou-se o brasão da cidade, em que se inscrevem, ladeando o nome do município, duas datas de relevo: 1580 e 1965. A primeira nos transporta à Aldeia de Carapicuíba, um dos doze povoados indígenas fundados pelo Padre José de Anchieta, quando chegou a São Paulo no século XVI. Ponto de parada dos bandeirantes que se dirigiam ao interior, ali se assentou o português Afonso Sardinha, primeiro grande proprietário de terras na região, cultivadas por índios feitos escravos pelo fazendeiro poderoso.

Com base na agricultura e no comércio, o aldeamento cresceu ao longo de três séculos, até que, em 1875, a ele chegou a Estrada de Ferro Sorocabana, propulsora do desenvolvimento que a partir de então impulsionaria a cidade. Muitos funcionários da via férrea, que ligava a capital paulista a Itu, escolheram fixar residência ali, pela pouca distância que os separava da metrópole e pela excelência do clima subtropical, com temperatura média de 18ºC no decorrer do ano.

Favoráveis à agricultura, especialmente ao cultivo de cereais, legumes e hortaliças, as terras de Carapicuíba logo interessaram a dezenas de famílias japonesas, dispostas a viver a aventura de trocar o País do Sol Nascente por um Brasil do qual ignoravam a língua, as tradições e os costumes. Aqui, com a obstinação e a disciplina que lhes são inerentes, trabalhavam de sol a sol para desenvolver a nação que os acolhera como filhos. São os respeitáveis ascendentes dos nisseis e dos sanseis orgulhosos da condição de carapicuibanos, mulheres e homens que lhes seguem o exemplo e lhes honram a memória.

O desenvolvimento socioeconômico de cidades como Carapicuíba leva a que crianças e adolescentes já não planejem trocá-las pela capital, à procura de boa educação e de grandes salários. Mesmo profissionais bem-sucedidos nos grandes centros optam por um retorno às origens e regressam ao lugar onde nasceram, em busca do sossego e da qualidade de vida que todos queremos.

O progresso é bom, mas não há como fugir dos males que também ocasiona, sobretudo relacionados à saúde, à educação, ao saneamento básico, à segurança pública e ao transporte coletivo, problemas que desafiam não só os administradores, mas igualmente o povo, a quem compete dar o melhor de si pelos interesses coletivos e pelo bem comum. Não por coincidência, os termos cidade e cidadão têm a mesma raiz, pois nela vivemos e convivemos, trabalhamos e sonhamos com um mundo em que prevaleçam a paz, a união e a concórdia entre os homens.

Esse, o sentimento com que comemoramos o quadragésimo sexto aniversário da emancipação política do Município de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ao povo dessa querida cidade, a nossa homenagem, o nosso reconhecimento e a nossa saudação, pelos 46 anos de uma bela, respeitável e edificante história.

Muito obrigada.

BRUNA FURLAN

Deputada Federal

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